Um Lugar Vazio

Gabriel Ty

Meu pai sempre foi um excelente nadador, e isso me faz lembrar de quando eu ainda era “moleque”, durante uma festa de final do ano, no sitio de um tio, lá em Bacaitava. Na hora que estávamos nos divertindo num lago, riacho ou sei lá como chamam, meu pai inventou de contornar o riacho (vou chamar assim) nadando, e eu nos meus 15 anos de pura energia resolvi acompanhar.
A cada braçada de meu pai eram necessárias pelo menos três ou quatro de minhas braçadas. Resultado: em menos de 5 minutos eu já estava exausto e meu pai já estava longe o suficiente para me fazer desistir e tentar voltar para à margem. Puro engano, eu estava tão cansado que não conseguia mais nadar e me bateu o desespero de não conseguir voltar... nadei no estilo cachorrinho por um pouco, e afundei uma vez tocando o chão enlameado do riacho... voltei à superfície nadei mais um pouco e afundei novamente - e meu pai já estava do outro lado do riacho - o desespero aumentou e afundei mais uma vez, já pensando que iria morrer, subi novamente tentei chegar a uma outra margem, mas tinha muito mato e vegetação e só iria piorar a situação.. voltei para a água, e tentei nadar mais um pouco, já desacreditado de conseguir voltar, quando de repente sinto uma mão me puxando pelo braço para um lugar que “dava pé”.

Meu irmão viu que eu estava quase me afogando e veio para me resgatar, e eu realmente estava prestes a começar gritar por socorro... foi uma experiência horrível que ate hoje me faz ter receio de entrar em riachos, rios etc.
Ao me deparar com essa cadeira numa praia em Myrtle Beach, SC (EUA), me fez lembrar do episódio ao qual havia passado alguns anos atrás.

A função de uma cadeira de salva-vidas é para ter alguém sentado lá, pronto e preparado para ajudar quem quer que esteja se afogando ou com alguma outra dificuldade, para alertar sobre um perigo ou apenas servir como uma forma de segurança para os banhistas. Mas uma cadeira vazia, naquele cenário, não tem valor nenhum, ou ainda, se a pessoa que ocupa aquela cadeira for a pessoa errada, despreparada, seu valor continua sendo nulo.
Sei, por experiência. Se afogar  é uma episódio inesquecivel e até aterrorizante, especialmente se não tiver ninguém a quem recorrer ou gritar por ajuda.
Muitas vezes nossa “cadeira salva-vidas” (coração) está vazia e quando começamos a nos “afogar” em nossas vidas espirituais, não temos ninguém a quem recorrer e, infelizmente muitos não conseguem mais chegar à superfície e se afogam nas coisas mundanas, tristezas, desilusões, egoísmos, invejas, imoralidades, etc.
Outras muitas vezes, o que esta sentado naquela cadeira, ou quem, não ‘e a “pessoa” apropriada e quando algo inesperado acontece, não temos a ajuda necessária.
Meu ponto com a afirmação de que “o que” esta sentado na cadeira é que muitas vezes colocamos prioridades em nossas vidas que só acabam nos levando mais para o fundo do rio... televisão, Internet, vídeo-game, dinheiro... coisas materiais que acabam tomando conta de nossos corações.
“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Mat 6:21  
“Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica;” 2Ti 4:10
Infelizmente achamos que somos capazes e suficientes para fazermos coisas a qual não estamos preparados ou prontos para fazer, como por exemplo tentar contornar um riacho a nado, e nadamos, nadamos, nadamos e nada. Não saímos do lugar. Apenas nos cansamos e ao tentar voltar pode ser tarde. Só vamos mais para o fundo.
O Apostolo Pedro passou por uma situação assustadora e que com certeza ele levou para o resto de sua vida. Um dia quando estavam no mar, viram Jesus caminhado sobre as águas, e Pedro, com todo seu estilo impetuoso, para ter aprova de que era mesmo Jesus resolveu ir ate Ele caminhando sobre as águas.
Ate o ponto que ele manteve seus olhos no “salva-vidas” estava tudo bem, mas quando Pedro se preocupou mais com o que estava acontecendo ao redor (uma tempestadinha basica), começou a afundar. Ele gritou por ajuda, e Jesus estava la para puxa-lo pela mão e coloca-lo num lugar seguro. (Mt 14:24-33)

Quando tiramos nossos olhos de Cristo, o nosso destino é o fundo, e se não nos apressarmos em GRITAR por socorro, pode ser que o socorro nunca chegue... a cadeira vai continuar vazia.
Reflita sobre quem esta ocupando a “cadeira salva-vida” da sua vida?
Se você nunca tomou uma decisão junto a Cristo, sua cadeira continua fazia e na hora em que precisar, vai continuar fazia e o fim será trágico.
“ E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” Rev 20:15
Notem que Deus usa a palavra LAGO de fogo... interessante né. Só que esse lago é do fogo e durará  - LITERALMENTE - uma eternidade.
Agora, se você já tem Cristo como seu Salvador pessoal,  é Ele que está sentado naquela cadeira?
“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Mat 22:37
PS: Olhando algumas imagens de salva-vida na internet, notei que os cores são vermelha e branca e o símbolo usado ‘e uma cruz.
Interessante: a Salvação oferecida por Jesus Cristo foi numa cruz mediante derramamento de sangue.
Não sei quem inventou o logo usado pelos salva-vidas, nem sei se tinham em mente associa-lo com o sacrifício de Cristo. Só achei interessante.
Cruz - Sangue - Salva-Vida - Salvador.

Pascoa...

A dor da traição so' não é pior do que a dor do abandono!
Traído pelos amigos, pelos familiares, pelos apóstolos, porem, abandonado pelo PAI!
"À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mc 15:34).

Traição: Cristo sabia desde a eternidade que teria que passar por isso, mesmo assim Ele seguiu à risca o plano da redenção Ele fez tudo o que estava sobre seus ombros, para que pudéssemos ser resgatados das garras de satanás, da condenação do nosso PECADO!
"Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Isaías 53:4-5)


O que torna a dor do sofrimento mais intenso é que foi voluntário.
Cristo não olhou para as dores; não olhou para a vergonha, humilhação e injustiça que sofreria; nem mesmo olhou para si, não se importou em passar por tudo isso, POR NÓS!
"Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca." (Is 53:7)

Abandono: Leia esses versículos e tente entender o que passa em minha cabeça: "mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos". (Is 53:6); "Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado..." (Is 53:10)

Em minha opinião, já é difícil entender um pai abandonar um filho, porém se torna mais difícil ainda entender como uma Pai, no caso Deus, ser o responsável direto pelo sofrimento de seu filho, no caso, Jesus.Note bem essas palavras: "o SENHOR FEZ..."; "ao SENHOR AGRADOU..."; "Fazendo-o..."
Não precisa ser um phd em linguística para saber quem é o sujeito da frase.
Deus entregou Seu próprio Filho para sofrer. Uma ideia inconcebível, humanamente falando!

Porém, mesmo sendo impossível, tente entender o que se passava na cabeça de Deus, ao ver sua criação enlameada pelo pecado, sem condição de salvar a si mesma.
Ele tinha que fazer alguma coisa, Ele tinha que providenciar um meio para que o homem, a sua criação pudesse ser redimida, e Ele fez. Entregou Seu próprio Filho para ser o "sacrifício vivo" pelo nosso pecado.

Sera que foi uma decisão fácil.. Com certeza não, mas era necessário e providencial.

Deus deu o primeiro passo; Cristo assumiu a responsabilidade, e tudo isso foi feito por AMOR!

Agora repare no desfecho da história:
"Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito" (Is 53:11).

Satisfação: Como pode haver satisfação em meio a sofrimento, traição, abandono?

Leia esses versos: "Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia" (Mt 28:6)
"Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado; De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus" (Mc 16: 14;19).

Apesar de todo o sofrimento, Cristo sabia o final da história, sabia que Deus o ressuscitaria da morte, sabia que Ele retornaria ao Céu, ao lado direito de Deus, e acima de tudo, estaria satisfeito porque a obra fora completada. A criação fora redimida.
O preço foi caro, mas o resultado foi recompensador.

Ele Não esta aqui, RESSUSCITOU!
Essa é a mensagem da pascoa, essa é a mensagem das boas novas da salvação!

toonlet: Coisas que eu não entendo!

toonlet: Coisas que eu não entendo!

Aprendendo com um Bebê.

É incrível como podemos tirar lições das coisas simples da vida.
Meu segundo filho, Adrian, nasceu algumas semanas atrás, e uma das coisas que mais gosto de fazer é observa-lo em tudo (quase) tudo que ele faz.
Esses dia comecei a refletir em algo que nunca tinha chamado minha atenção: o fato de que toda, TODA, toda vez que ele precisa de alguma coisa, a única maneira que ele tem para chamar nossa atenção é chorando, as vezes até gritando. E seu choro, grito, se torna mais alto e “torrante” (definição de torrante: aquele que torra a paciencia - segundo um amigo meu) porque demoramos em suprir sua necessidade. Às vezes é uma fralda suja, ou melhor dizendo, MUITAS vezes é uma fralda MUITO suja :), outras muitas vezes é fome e também às vezes ele só quer ser segurado, sentir-se seguro e amado.
A Bíblia compara um neófito (recém-convertido) a uma criança recém-nascida: “desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação.” (1Pe 2:2).
Da mesma forma nós agimos como um recém-nascido quando aceitamos a Cristo. Aprendemos a chorar, gritar e buscar a Deus quando temos uma necessidade, e Ele nos atende com muito prazer e amor, seja porque estamos "sujos" por causa de algum pecado ou famintos de Sua Palavra ou até quando apenas precisamos nos sentir amado.
Também tenho um filho de 3 anos e aprendo muito com ele a cada dia e o contraste entre os dois é visto na independência de um na necessidade de outro.
O Gabriel esta na fase de querer fazer tudo sozinho, e ele tem esse desejo de ser independente. Ele não gosta de ser chamado bebe, ele se considera um "big boy" um menino grande. Apesar de que ele, sem perceber, depende muitos de nós para tudo, porem age como se fosse um "big boy".
O mesmo acontece em nossa vida espiritual, quanto mais tempo passa do dia da nossa salvação, mais achamos que somos independentes de Deus. Agimos por conta própria, tomamos decisões, trabalhamos, brincamos, corremos, compramos, etc., sem mesmo parar para consultar, avisar e nem mesmo agradecer aquele que nos tem provido tudo.
Quando estamos "famintos" deixamos de buscar alimento no lugar certo e nos satisfazemos com os "fast food" do mundo.
Quando estamos "sujos", tentamos nós mesmos limpar nossa bagunça, porém o resultado não é nada agradável.
E muitos, quando não se sentem amado, buscam satisfação no lugar errado, em coisas passageiras, mundanas e insuficientes.
Independência, "liberdade", essa é a mensagem do mundo que o mundo tem pregado e essa é a mensagem que tem entrado em nossas igrejas e nas vidas dos cristãos, infelizmente!

Que sempre tenhamos em mente a necessidade que temos de nosso pai celestial. Alguém que sempre, SEMPRE estará lá para quando precisarmos, seja porque estamos famintos, seja porque estamos "sujos" e precisamos da graça e perdão que nos limpa e ate mesmo quando apenas precisamos de um abraço e de um colo que somente um pai amoroso pode dar.
“E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” (Fil 4:19)

Nós só precisamos gritar, chorar, clamar e nosso pai estará pronto para nos socorrer!

“SENHOR, meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste.” (Sl 30:2)
“No dia em que eu clamei, tu me acudiste e alentaste a força de minha alma.” (Sl 138:3)

Um zé-ninguém - Identidade Perdida

Apesar do fato de nunca ter acontecido comigo, pelo menos não na vida real, acredito que deve ser uma dor de cabeça perder a carteira, contendo todos seus documentos pessoais, acho que nessas horas o dinheiro não importa (pelo menos eu não teria problema com isso, pois minha carteira esta sempre vazia),  mas só pelo fato de saber que vai ter que tirar tudo de novo e também o perigo de alguém acha-los e usa-los de forma inapropriada. Certa vez sonhei que perdi minha carteira, junto com todos os meus documentos e lembro que fiquei aliviado ao acordar e saber que tudo não passou de um sonho.
Morando aqui nos EUA conheço vários imigrantes ilegais, pessoas que não podem tirar carteira de motorista, não podem abrir contas em bancos, não podem nem ao menos ter um documento de identificação, pois eles, para o sistema americano, não existem, são uns “zé-ninguém”.

“Deus criou o homem para refletir sua glória, mas infelizmente o homem não faz isso.
As flores continuam lindas, como Deus queria que elas fossem. O Sol ainda brilha no alto firmamento. As sombras da noite caem e a lua mostra suas maravilhas, revelando-nos que as mãos que nos fez ‘e divina. Abelhas ainda coletam seu mel de flor em flor, e os pássaros cantam milhares de melodias e os Serafins entoam “Santo, Santo, Santo” diante do trono de Deus. No entanto, o homem arruína sua própria imagem. O homem, criado mais parecido com Deus do que qualquer outra criatura, se tornou muito menos parecido com Deus do que qualquer outra criatura.
Homem, criado para ser um espelho - para refletir a divindade - agora reflete apenas o seu próprio pecado.” (A.W. Tozer)

"Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" Gn 1:26a

Deus criou o homem com um propósito e esse propósito deu ao homem uma “identidade”, algo que o diferenciasse dos outros animais criados por Ele.
Porem, com o pecado do homem, sua identidade foi perdida, tornando-o uma “criatura” sem as principais características com a qual fora criado. Adorar e glorificar seu Criador.
A primeira reação de Adão e Eva, após o pecado, foi se esconder de Deus, pois eles sabiam o que tinham feito e sabiam que estavam “fora da lei”, assim como acontece com alguns “motoristas” que dirigem sem habilitação e ao avistarem uma blitz policial, ou ate mesmo uma viatura, tentam fugir, se esconder, fazer algo para não serem descobertos.

Nossas igrejas estão repletas de pessoas que não tem mais “identidade”, e não estou falando dos descrentes, aqueles que se “identificam” com os cristãos, mas nunca aceitaram a Cristo como Salvador pessoal. Estou falando de cristãos, pessoas regeneradas, salvos pela graça, mas que perderam o real propósito de suas vidas: Glorificar a Deus.
Cristãos sem propósitos, sem compromisso, sem fidelidade, sem animo, sem caráter e por aí vai. Pessoas que colocam o “eu” na frente de Deus, pessoas que estão mais preocupadas consigo mesmas do que com o próximo (as vezes a única razão que se preocupa com o próximo e para fofocar). Cristãos sem identidade!

Você já checou seu bolso ou bolsa para ver se sua identidade continua lá?

Quarta, Quinta, Sexta - Não Importa!

Há entre os "estudiosos bíblicos" uma forte discussão sobre o dia da morte de Jesus.
Alguns defendem que Jesus morreu numa quarta-feira, fazendo alguns cálculos de acordo com o calendário judaico, etc... outros alegam que foi na Quinta e outros vão alem e dizem que foi na Sexta-feira, que pra mim 'e o dia que faz mas sentido.

Mas sera' que realmente importa saber o dia da morte de Jesus???

O que quero dizer 'e: sera' que vale a pena gastar tinta, papel, queimar alguns neurônios, dividir opiniões sobre um assunto, sendo que o principal foco 'e: Jesus Morreu!
'e Fato, 'e disso que precisávamos, um cordeiro substituto, alguém para morrer em nosso lugar. O sacrifício foi entregue, a promessa foi cumprida, o Salvador foi crucificado.


A reposta para pergunta acima, sobre a importância da morte de Jesus, em minha opinião, tem sim importância, eu tenho minha opinião, mas os argumentos contras e pros para cada dia são, ate' certo ponto, coerentes, mas não devemos deixar que discussões pormenores tirem nossa atenção do principal objetivo daquela semana, A CRUCIFICAÇÃO, A MORTE e RESSURREIÇÃO DE JESUS - AMEM - ou seria AMÉN?!? - fica para uma próxima discussão!

O BEIJO DA TRAIÇÃO

"Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os principais sacerdotes, e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata. E desde então buscava ele oportunidade para o entregar." (Mateus 26:14-16)

Judas já tinha armado todo o plano para entregar Jesus. Já tinha ido até os principais sacerdotes, já tinha colocado sua proposta à mesa e também já tinha recebido sua parte no plano maquiavélico para matar Jesus.
Judas estava pronto para entregar aquele que o tinha escolhido para ser um apostolo; para trair aquele a quem tinha confiado a tesouraria de seu ministério (João 16:29); para engazopar (?) aquele que humildemente lhe havia lavados pés; para desprezar a amizade daquele que a quem viria chamá-lo de amigo (vs.50).

Mas o que chama a atenção nesse trecho é a ironia, o sarcasmo, a empáfia (?) de Judas, onde, no vs. 25, apos a declaração de Jesus sobre a traição que viria a sofrer, pergunta, sem nenhum receio, se era ele o tal. Se seria ele que trairia Jesus.

Jesus já sabia a resposta e além disso, o próprio Judas já sabia a resposta, na verdade foi ele que armou todo a plano. Sua conta bancária esta positiva, com pelo menos 30 moedas de prata! Ele, Judas, só estava esperando o momento certo para entregar Jesus!

Da para visualizar a frieza no olhar de Judas, o sarcasmo em seu semblante, e até posso ver um sorrisinho disfarçado no canto de sua boca: "Acaso, sou EU mestre?"
Isso reforça minha ideia de que Judas nunca "conheceu" Jesus (Leia: "A Diferença entre Conhecer e Conhecer" em meu blog : http://jacksduda.blogspot.com :))

Jesus sabia a resposta! Judas sabia a resposta! E ainda assim ele testou a capacidade e soberania de Jesus.
"Acaso, sou eu mestre?"

MESTRE???
Como Judas pode ter a petulância de chamar Jesus de Mestre?

Alguém que chama outrem de mestre, coloca-se na posição de servo, e, teoricamente, um servo nunca, NUNCA trai o seu mestre.
Podemos concluir que Judas nunca foi um servo e Jesus nunca foi seu Mestre.

Todo o plano foi concretizado, Jesus fora traído, preso, humilhado, crucificado e Judas, ah Judas, agora estava tranquilo, financeiramente tranquilo!

Não, o plano não deu certo.
Jesus fora preso, sim, crucificado também, mas hoje ELE esta vivo.

Já Judas, nem fez uso de sua "fortuna", tentou recuperar um pouco de sua dignidade (isso se ele teve alguma um dia), mas era tarde e ele acabou se enforcando de remorso! Note bem, REMORSO. Em nenhum momento ele se arrependeu.
A arrogância e o orgulho eram maiores.

Algumas vezes em nossas vidas temos a mesma tendência de Judas. Chamamos Jesus de mestre, mas muitas vezes com sarcasmo, arrogância acabamos traindo Aquele que deu a vida por nós.

Que não sejamos como Judas, que nem teve a vontade de mudar de direção, se arrepender e seguir o verdadeiro MESTRE!

Procura-se - Oferta de Emprego

Apesar do fato de que muitos economistas estarem animados com a pequena melhora da situação econômica que sacudiu o mundo nos últimos meses, porém a realidade é completamente diferente para aqueles que perderam seus empregos, casas, famílias etc, e ainda continuam na fila do desemprego.

Mas existe uma área onde a demanda por “funcionários” nunca para de crescer, e parece nunca haver pessoas suficientes para suprir essa necessidade.
Não sei se a culpa é pela imensidão da área de trabalho ou se é pela falta de interesse das pessoas.

Acredito que é mais pela falta de interesse mesmo!

“Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.” (Mt 9:37)

Não. Não estou comparando o ministério com uma profissão comum, mesmo havendo semelhança em alguns pontos, entretanto a principal diferença é que a profissão você escolhe e o ministério você é escolhido – por Deus.

Pensando nisso será que Deus esta tão ocupado que Ele não tem mais escolhido (chamado) pessoas para serem propagadores de Sua Palavra?  Será que Deus acha que o mundo esta repleto de pastores, missionários, evangelistas, pregadores, testemunhas que já não precisa mais se preocupar com os perdidos?

Ou será que as pessoas (cristãos) estão mais preocupadas com suas próprias vidas, preocupadas com sua carreira profissional e tem deixado de ouvir a voz de Deus, o chamado de Deus.

“E busquei dentre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.” (Ez 22:30)

A necessidade nunca foi tão grande e infelizmente ainda há poucos trabalhadores para a Seara do Senhor.

Talvez seja um momento para refletir e ouvir a voz do Senhor da seara, obedecer, e com certeza logo você estará “empregado”, e o que é melhor, para o chefe mais Bondoso que você vai encontrar.

Voltando a Florir

Uma semente jogada pelo vento e com o tempo um belo e formoso Ipê toma conta do pedaço, uma árvore vistosa e forte. Em seus galhos moradas para pássaros e abrigo para diversos animais. Sombras para aqueles que se escondem do calor. Flores brilhantes e cativantes que chamam a atenção dos enamorados.

Mas naquela manhã, a calma, a tranquilidade e o som dos pássaros cantando foram substituídos por homens grosseiros empunhando suas serras elétricas com uma missão, cortar novos postes para a companhia de energia elétrica de Rondônia

Infelizmente aquele ipê forte e belo chamou a atenção de tais homens, não pela sua beleza, não por suas flores, mas pela perfeição de seu tronco e em alguns instantes “POOF”, derrubaram o ipê.

A vida daquele ipê foi alterada drasticamente. Uma árvore frondosa e robusta fora cortada, derrubada, reduzida a uma simples tora que seria usada posteriormente como um poste de energia eletrica.
Fincado no chão, em sua base cimento e no topo, onde antes havia galhos, folhas e lindas flores amarelas, apenas ganchos, ferros e cabos esticados.

(A historia do Ipê e verdadeira, li em uma reportagem, apenas dei uma “incrementada”).

Algumas vezes em nossas vidas somos “arrancados” abruptamente de onde estamos, somos derrubados, passamos por momentos aos quais não estávamos esperando e não estávamos preparado. Uma doença, um acidente, uma separação, uma morte e “POOF”, estamos estirados no chão frio e duro.

Mas felizmente a historia daquele ipê não termina ali.

Após alguns meses, pessoas que passavam por aquela rua começaram a notar algo de diferente naquele poste (ou ipê). Brotos começaram a surgir em seu tronco e logo algumas folhas e o que é aquilo la no alto: “Uma Flor?!?”

É, Pasmem!
O Ipê voltou a florir!

Depois de tanto sofrimento (não sei se as árvores têm sentimentos) de ser arrancado de seu “lar”, ser derrubado, cortado, humilhado e outros “ados” aquele ipê mostrou que a esperança ainda existe.

Após as flores surgirem, diversas ONGs estão preservando aquele ipê, um outro poste, de concreto, foi colocado ao seu lado, a fiação foi transferida para o tal poste, porém, ainda e possível ver no ipê as marcas do seu sofrimento (clique na foto para amplia-la, ainda é possível ver parte da ferragem que era usada).
Mas agora há flores em seus galhos, há vida em seu interior. Pessoas podem novamente desfrutar de sua sombra, pássaros podem novamente colocar seus ninhos em seus galhos e os enamorados podem se encantar com a beleza de suas flores amarelas. (ja falei que é o ipê amarelo?)

Não sei como está a sua vida, não sei os tipos de sofrimento que você tem enfrentado. Mas uma coisa sei: Ainda há esperança!
Aquele ipê a encontrou. Suas raízes cresceram e se aprofundaram a ponto de acharem alimento e água e assim, a vida dele voltou a florir.

A aplicação é simples.

O segredo para voltarmos a florir está na profundidade de nossas raízes em Jesus Cristo. Quanto mais profunda forem as raízes mais água e alimento acharemos e assim mais flores produziremos.

Jesus é a fonte de alimento: João 6:35, 47-58.
“Eu sou o pão da vida.” (vs. 48).
“Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá.” (vs. 57).

Jesus é a fonte da água viva: Jo 7:37-38; Ap 7:17; 21:6.
“Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.” (Jo 4:14).

Se você foi derrubado pelas circunstancias da vida, se os pecados fazem com que você não tenha força e nem vontade para se levantar, se as flores que antes existiam, não mais embelezam sua vida. Saiba que esse não é o lugar que Deus quer que você esteja!



Lembre-se do Ipê.

Aprofunde suas raízes em Jesus Cristo. Se alimente do Pão da Vida e beba da Água Viva diariamente e logo você voltará a florir.

Mas o Fruto do Espírito é...


Há uma diferença qualitativa entre as virtudes de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, mansidão e domínio-próprio, engendradas em nós pelo Espírito Santo e aquelas exibidas pelos descrentes. Os não-crentes operam por motivos que, em última análise, são egoístas. Quando, porém, um crente exibe o fruto do Espírito, ele está mostrando características que, em última análise, são voltadas para Deus e para o próximo. Ser cheio do Espírito Santo significa ter uma vida controlada pelo Espírito; os não-crentes só podem exibir essas virtudes espirituais no nível da capacidade humana.

Paulo faz uma lista das virtudes do fruto do Espírito em sua carta aos Gálatas: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gálatas 5:22,23). Essas virtudes caracterizam a vida cristã. Se somos cheios do Espírito, vamos exibir o fruto do Espírito. Isso, porém, obviamente envolve tempo. Não são ajuste superficiais do caráter que ocorrem da noite para o dia. Tais mudanças envolvem uma reformulação das disposições mais íntimas do coração, o que representa um processo de longa vida de santificação pelo Espírito.


Retirado do livro "Verdades Essenciais da Fé Crista por R.C. Sproul

Pensando


Tenho algumas idéias em mente, tenho pensado em diversos assuntos para escrever, mas esta difícil para transpor as idéias para o teclado do computador.
Acho que vou recorrer ao velho e bom caderno e sua melhor amiga caneta, ou seria melhor um lápis e sua parceira borracha?
Acho que consigo pensar melhor ao lado deles.

Morte! Tem como fugir?

Uma tragédia que marcou não só o Brasil e a França, mas o mundo em geral, onde o voo da Air France 447 desapareceu no Pacifico, no dia 1 de junho deste ano, e que até agora as causas reais do acidente continuam sendo uma incógnita para as autoridades competentes.

Mas o que me chama sempre a atenção são os comentários pós-acidente, onde muitas pessoas aparecem para contar como escaparam por pouco da tragédia. Pessoas que "escaparam" da morte por um atraso no trânsito caótico das grandes cidades, por uma parada demorada na padaria, por um minuto a mais no posto de gasolina, etc.

Foi assim no dia 11 de setembro nos Estados Unidos, foi assim no acidente da TAM em São Paulo, no dia 17 de julho de 2007, onde nesse acidente da TAM morreu o irmão de uma amiga minha.

Porém, o que quero realçar aqui é o fato de que se essas pessoas realmente "escaparam" da morte ou simplesmente não estava na hora delas morrerem?

O fato que me fez pensar nessa questão, onde alguém"conseguiu" escapar da morte por um mero detalhe, me veio a mente após ler uma reportagem no site do Terra, onde alguns dias após o acidente da Air France,uma austríaca e seu marido haviam perdido o voo por chegarem atrasados no aeroporto, e somente conseguiram embarcar para a Europa no próximo dia, depois de terem passado as férias no Brasil.

Seria mais uma declaração de ter "escapado" da morte, porém, segundo informação do jornal britânico "The Times", essa mulher e seu marido se envolveram num acidente de carro na Áustria, no dia 11 de junho.

Resultado: Ela morreu no acidente e seu marido ficou gravemente ferido. Apenas 10 dias após terem escapado da morte certa daquele voo, ela morreu num acidente automobilístico e não sei o estado de saúde do seu marido.

Enfim, será que tem como mesmo "escaparmos" da morte?

Acredito na Sabedoria e Soberania de Deus e creio que Ele está no controle de tudo o que acontece no mundo, não só no físico como também no espiritual. Creio que Ele sabe a hora exata em que vamos morrer.

"O Senhor olha lá do céu; vê todos os filhos dos homens; da sua morada observa todos os moradores da terra." (Sal 33:13-14).

"Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles." Sal 139:16

De acordo com Mateus 10:29 e 30 "Não se vende dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. Equanto a vos outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados."

Nem mesmo um pardal morre sem a permissão de Deus, e a continuação do versículo mostra que Deus se preocupa com pequenos detalhes, e tenho certeza que Ele está no controle do tempo da vida de cada um.

Um outro exemplo podemos ver no primeiro capítulo do livro de Jó, onde Deus permite que Satanás prove a retidão e a integridade de Jó, porém deixa uma ordem clara: "somente contra ele não estendas a mão." (Jó1:12).

Deus está no controle de tudo. Ele decide quem vai morrer ou não, e mesmo que seja difícil para entendermos como isso é possível, Ele tem o poder sobre a morte, até mesmo quando falamos em tragédias. Sendo assim, não deveríamos tentar "fugir" da morte, como muitas vezes é ilustrado nas revistinhas da Turma da Mônica, onde pessoas "tentam escapar" da 'dona morte'.

Acredito que muitos tentam, de uma forma inútil, escapar da morte, pelo fato de não saberem o destino de suas almas, ou tentam fugir porque sabem exatamente para onde irão.


Felizmente a morte não é algo que me preocupa, pois tenho a convicção, através da Palavra de Deus, que se eu morrer aqui nessa terra, terei o privilégio de passar a Eternidade ao lado de Deus e de meu Salvador Jesus Cristo.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16).

"Eu lhes dou a vida eterna; e jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão." (João 10:28).

"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e estavida está no seu Filho. Aquele tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus." (1 João 5:11-13).

"Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro." (Fil 1:21).

A Diferença entre Conhecer e Conhecer

Infelizmente as nossas igrejas têm passado por uma "sonolência" espiritual ou como costumava dizer meu professor no seminário, uma LETARGIA ESPIRITUAL, que segundo a definição da Wikipédia Online significa: "Letargia (do latim lethargia) é a perda temporária e completa da sensibilidade e do movimento por causa fisiológica [...] levando o indivíduo a um estado mórbido em que as funções vitais estão atenuadas de forma tal que parecem estarem suspensas, dando ao corpo a aparência de morte." (ênfase minha)

Acredito que essa letargia se dá ao fato de que muitas pessoas dentro da igreja, que fazem parte do rol de membros, participam nas atividades da igreja, cantam no coral e até "falam" como cristãos, porém os seus corações estão longe de Deus.

Isso não é uma novidade dentro do verdadeiro cristianismo, o próprio Jesus alertou sobre a hipocrisia dos fariseus e escribas de seu época, pessoas que diziam "servir" a Deus, porém faziam isso apenas para serem reconhecidas diante dos homens.

"Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem." (Mt 15:7-9).

E vendo que Jesus citou o profeta Isaías em sua declaração, nos leva ainda mais para o passado com relação ao fato de pessoas dizerem que "conhecem" a Deus, mas seus corações permanecem longe de Deus. (ver Isaías 29:13).

Existe um abismo enorme entre as palavras CONHECER e CONHECER e mesmo sendo escrita com a mesma grafia, a verdade é que elas podem representar caminhos opostos. O que estou querendo dizer é que as nossas igrejas estão repletas de pessoas que dizem que "conhecem" a Jesus Cristo, e pode até ser verdade, eles podem saber todos os fatos sobre Jesus Cristo, saber sobre seu nascimento virginal, saber sobre sua vida de oração, saber suas parábolas, conhecer os detalhes sobre a crucificação, saber sobre a ressurreição e até podem saber que Ele é o único salvador, mas infelizmente esse conhecimento é apenas intelectual, sabem todos os fatos e detalhes, porém, como disse o profeta Isaías, citado por Jesus: "... o seu coração está longe de mim...".

Um exemplo claro sobre a verdade em que é possível conhecer sem que realmente se conheça é visto dentro de um grupo selecionado pelo próprio Jesus Cristo.

Estou falando sobre Judas Iscariotes.

Judas foi uma pessoa que teve um contato direto com o Salvador, mas nunca O conheceu, ouviu diretamente da boca de Jesus, mas nunca compreendeu, tinha uma "religião", mas não tinha comunhão.

Judas conhecia Jesus e ao mesmo tempo não conhecia.

Apesar de ter andando ao lado dEle por 3 anos, apesar de ter participado de Seu ministério, mesmo tendo presenciado inúmeros milagres, mesmo tendo o próprio Jesus o chamado de amigo e mesmo Judas reconhecendo que havia traído "sangue inocente", ainda assim morreu sem realmente conhecer Jesus.

Nos enganamos quando pensamos que as nossas igrejas estão sendo destruídas por influências externas, pela imoralidade da televisão, pela vida devassa da maior parte da sociedade, mas a principal arma de satanás para destruir as igrejas de Cristo, está dentro da própria igreja.

Nossas igrejas estão sendo corroídas de dentro para fora, por pessoas que dizem "conhecer" Jesus, mas que nunca O conheceram verdadeiramente.

Devemos nos empenhar para arrancar as ervas daninhas que tem prejudicado o crescimento espiritual dos crentes verdadeiros em nossas igrejas, devemos nos empenhar para fazer com que pessoas conheçam a Jesus Cristo, não só intelectualmente, mas pessoalmente e devemos orar para que possamos conhecer a Deus mais profundamente.

E você?

Realmente conhece Jesus Cristo?

A Importância da Amizade - Testemunho de Salvação



A primeira vez que ouvi o Evangelho foi no ano de 1997, mas pelo fato de ter sido criado dentro da igreja messiânica - uma religião japonesa- rejeitava o fato de eu necessitar de um Salvador. Acreditava em reencarnação e acreditava que, mesmo não sendo uma pessoa perfeita, não era tão ruim para merecer o inferno, ou como fui ensinado, o sofrimento após a morte. Achava que o fato de ser um bom filho, educado (as vezes), que respeitava as pessoas, tinha uma religião e outras coisas "boas" que eu fazia, ajudariam a "balança" de boas obras pesar mais que a "balança" dos pecados, ou das coisas ruins, e assim tinha a certeza de que estava tudo bem entre mim e Deus, e que se morresse iria para um lugar para "descansar", receber aprimoramento e depois reencarnar para uma nova etapa.

O fato de que morrer apenas uma vez não fazia sentido em minha mente (Hebreus 9:27), e pessoalmente achava que não precisava de um Salvador, pois achava que eu não estava perdido.

Porém, em meados de 1996 conheci os filhos dos missionário Eduardo e seu irmão, Shawn Alexander e logo fizemos uma amizade e passávamos muito tempo juntos, jogando algum esporte ou apenas jogando conversa fora. Eles sempre convidavam eu e meu amigo Bruno para conhecer a igreja, mas nos sempre arrumávamos uma desculpa e nunca íamos.

Em 1997 chegou uma outra família de missionário, pr. Miguel Jewell, e o que mais tinha chamado a atenção nessa família era a sua filha Ann e depois de alguns (muitos) convites aceitamos a conhecer a igreja, mas só iriamos para o encontro das mocidades aos sábados

Essa foi a primeira vez que eu entrei numa igreja Batista e foi a primeira vez que ouvi o Evangelho, mas nosso único interesse na igreja era a amizade com os filhos dos missionários e também os esportes e jogos da mocidade.

Quando o pastor estava pregando, eu nunca estava prestando atenção e sempre estava conversando, pois achava que a mensagem que ele pregava não era para mim, então, nem entrava pelo meu ouvido, ou pelo menos eu achava que não!

Eu ainda estava no colégio nessa época e sempre saia com meus "amigos" de escola para beber e "nos divertir" e eu era um daqueles jovens que dizia que nunca se tornaria um crente, e algumas vezes até tirava sarro de alguns.

Mas a amizade que tinha com os filhos dos missionários era diferente, eu gostava de passar tempo com eles, e logo estava indo para a igreja com mais frequência, fazia quase três anos que eu e meu amigo Bruno sempre estávamos na igreja, porém, não só eu, como também ele, relutávamos em aceitar a Cristo como Salvador.

Já havia deixado de ir para a igreja de meus pais e depois de alguns meses minha mãe me disse que o fato de eu estar indo para uma outra igreja não tinha problema, mas ela não queria que o motivo que eu frequentasse a igreja fosse apenas pela amizade que eu tinha formado, mas que eu fosse para a igreja com o proposito de aprender e saber o que Deus queria para a minha vida. Depois daquele dia, parece que a Palavra de Deus começou a fazer sentido para mim e comecei a perceber que as minhas obras não eram suficientes para me salvar, eu sabia que precisa entregar a minha vida para Jesus Cristo, mas ainda o meu orgulho e o medo de perder as minhas "amizades" me fizeram negar o presente de Deus e não sei quanto tempo passei rejeitando a salvação em Cristo.

No ano de 2000 estava no meu quarto e ultimo ano do colégio técnico, e os meus planos para o futuro sempre eram que depois que eu me formasse, ingressaria numa faculdade de engenharia e seguiria carreira na área em que eu já estava trabalhando.

Entretanto Palavra de Deus estava fazendo sentido em minha vida, eu sabia que precisava aceitar a Cristo, mas não tinha coragem de levantar a mão ou de conversar com alguém e lembro que algumas vezes falava para meu amigo Bruno, que se ele quisesse aceitar a Cristo poderia faze-lo, mas que eu não queria, e ele sempre falava que também não queria. Acho que não queríamos que a nossa amizade fosse "afetada" pelo fato de um ou outro não aceitar a Cristo.

Mas no dia 8 de julho, durante um culto na mocidade, o Bruno aceitou a Cristo como Salvador e aquilo serviu como um encorajamento para que eu pudesse aceitar a Cristo, e então no dia 9 de julho de 2000, no culto de domingo a noite o pastor fez o apelo perguntando se tinha alguém que precisava aceitar a Cristo, e eu posso me lembrar da luta que eu tinha dentro de mim em levantar a minha mão ou não, eu estava pronto para aceitar a Cristo, mas não tinha coragem para levantar a minha mão e me lembro ate que segurava embaixo da cadeira para ter mais certeza de que eu não levantaria a minha mão e quando o culto acabou eu estava "aliviado" pois tinha passado mais um apelo e eu tinha aguentado.

Mas pela graça de Deus, tinha um missionário, pr. Celso Botelho, que estava no fundo da igreja e viu a minha relutância e inquietação durante o apelo, e depois que o culto terminou, ele chegou ate mim e perguntou se eu queria conversar, perguntou se eu queria aceitar a Cristo, e foi naquela noite de 9 de julho, depois de pelo menos 3 anos rejeitando o plano de salvação, que eu abri meu coração para Jesus Cristo e O aceitei como meu Salvador.

Sou grato porque Deus colocou amigos verdadeiros em minha vida, que se importavam com o fato de eu não conhecer a Cristo e nunca desanimaram (acho que chegaram perto) de me convidar para a Igreja e de orar pela minha salvação.

continua...